Amoras

Facebook e a sua opinião na minha vida.

Oi gente, tudo? Hoje o post é de reflexão, pra fazer nós todos pensar e talvez mudar um pouco de atitude.

Quem hoje não tem um perfil em uma rede social? Acho que só os mais conservadores e aqueles que conseguem ignorar fácil esse mundo de “curtição”  e “compartilhamento”. Há também os que tem mas não usam, entram uma vez ou outra e só dão aquela espiadinha tipo quando você olha as chamadas do BBB mas não acompanha o programa (ainda assim sabe de tudo, de todos e pode dialogar tranquilamente a respeito). E temos a maioria, que criam o perfil, curte, compartilha, comenta, divulga, publica, sente, vive e respira rede social.

O que tem impressionado é o comportamento das pessoas depois que as redes sociais surgiram, um comportamento que vem piorando, e não estamos falando de coisa boa. Ter uma rede social é muito legal, divertido, aproxima quem esta longe, talvez a forma mais rápida e resumida de você acompanhar seu assunto/tema favorito porque você pode acompanhar as páginas, cria um relacionamento mais estreito entre cliente e fornecedor nos casos de restaurantes, lojas, serviços e produtos, enfim, tem uma série de vantagens para o cotidiano.

Porém essas vantagens acabam quando a “intimidade” surge, as pessoas por serem seus “amigos” se acham no direito de julgar a sua vida. E aqui vão me dizer: mas se você expõe esta sujeito a isso e precisa aguentar, outros ainda vão usar a liberdade de expressão como desculpa para julgar e até condenar sua vida. Ok e eu concordo, a partir do momento que você expos ta na chuva é para se molhar. Mas e o direito de respeito fica onde? Porque muitos desses julgamentos são pura falta de respeito, de caráter, de humanidade, de amor. Falta amor no ser humano, os animais tem, os humanos esqueceram o que é amar.

E vamos lembrar que liberdade de expressão vale para os dois lados, para quem julga mas também para quem é julgado. Você pode sim opinar sobre a roupa, a situação, dar uma resposta em um assunto polêmico, por que não? Gera relacionamento, discussões saudáveis são sempre bem vidas, faz as pessoas crescerem e não viver por viver. Mas o que acontece hoje é A MINHA OPINIÃO É A QUE VALE e a agressividade esta muito descontrolada, nas palavras, nos gestos, das atitudes. As pessoas perdem muito rápido a paciência e esquecem de respeito e amar o próximo.

Outro ponto é o direito que as pessoas acham que tem sobre suas escolhas, não se pode fazer aniversário sem ser cobrado por festas, não se pode compartilhar uma comemoração com uma turma sem que a outra turma te cobre por não estarem juntos, você não pode falar que esta economizando e postar uma foto de um jantar que a galera já aproveita pra dar uma cutucada “Não pode gastar mas tá saindo né?”. As cobranças das pessoas esta se tornando algo inevitável e um pouco cruel eu diria, além de ser muito desagradável você ter que dar satisfação de tudo o que posta da sua vida, você posta pelo simples ato de compartilhar momentos felizes, e consegue despertar os piores sentimentos das pessoas. Não se pode fazer nada sem que você seja cobrado por isso em algum sentido, ou correr o risco de deixar alguém ofendido, triste #chateado por não ter sido convidado, é amigos, parece que felicidade incomoda mesmo.

Acho que estamos ficando emocionalmente dependentes demais, queremos atenção a todo custo, então não adianta nada falar mal da Urach se a gente faz o mesmo em menor proporção, mas faz. É igual falar mal de político e querer tirar proveito nas filas, ou não devolver o troco errado..e assim vai. Não fizemos o post defendendo nossas cabeças, estamos muito juntos nessa. Porém, achamos que vale a pena a reflexão.

Vamos ficar mais felizes com a felicidade alheia, vamos curtir, compartilhar coisas boas porque de ruim já basta nossa política. Queremos voltar a amar,  amar a vida, amar o outro, amar nossas escolhas mesmo que erradas, mas que nos permitem crescer e mudar. Que venham os assuntos polêmicos, mas que eles resultem em soluções para melhorarmos o mundo e não em mais discórdia e tragédia.

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Beijos, Camila e Polly.

 

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